Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Tão fresquinha...uma mousse de framboesas


Embora goste muito destas temperaturas diurnas e de sentir o Sol na pele, em doses apropriadas, continuo à espera de uma chuvinha, vá lá. Já me disseram que é por ser ano bissexto, altera a Natureza... E eu que vivo tanto de acordo com a Natureza, sinto que tudo está trocado. Ainda o Inverno não acabou - oficialmente - e estes calores sentem-se estranhos e depois entranham-se.
Deixo hoje a sugestão para uma mousse bem aveludada e rica em anti-oxidantes. Muito simples de fazer e extremamente refrescante. A inspiração é da revista Saúde à Mesa.
Com a ajuda do robot de cozinha, triturei cerca de 300 grs de framboesas juntamente com sumo de 1/2 limão e 100 grs de açucar. Demolhei 5 folhas de gelatina, escorri-as bem e derreti-as no micro-ondas (sem água - é coisa para 10 segundos). Bati 4 claras em castelo às quais adicionei 100 grs de açucar, ficando com aspecto merengado. Voltando ao puré de framboesas adicionei 4 iogurtes gregos (os meus favoritos, quer a nível de paladar quer de consistência) e envolvi (sem mexer...) com uma colher de pau. Depois juntei a gelatina já derretida e por fim muito suavemente as claras. Foi ao frigorífico para ficar bem fresca. Quem gostar mais de sentir o ácido das framboesas deve reduzir a quantidade de açucar.

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Pudim da Laranjinha


O blog Cinco Quartos de Laranja, está a comemorar o seu sexto aniversário. Como é um blog que me é muito querido, resolvi participar no desafio da Laranjinha, com uma receita muito simples, mas de sabor intenso.

É um pudim muito básico, mas que sai sempre bem. Basta misturar todos os ingredientes: uma lata de leite condensado, uma medida da lata de leite, 5 ovos, raspa e sumo de uma laranja. Vai em forma caramelizada a cozer em banho-maria na panela de pressão, cerca de 20 minutos depois de levantar fervura. Deixar arrefecer completamente dentro da panela antes de desenformar. 



Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Bolero


Ponto liga, ponto meia, acrescenta, diminui, remata...das longas noites de Inverno, as agulhas incansáveis, tricotam...tricotam.

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Uma simples omelete


Muitas vezes acabamos por associar a simplicidade a algo que não dá trabalho. Será? Há uns tempos, ao assistir à final da temporada 2 do MasterChef Australia, fiquei deveras intrigada, quando uma das provas dos concorrentes - Adam e Callum - era a preparação de uma omeleta. Ora, eu nunca tive jeito para omeletas, nunca as consegui envelopar e sempre foi uma coisa de deixa andar. Mas realmente, fez-me pensar que lá por ser simples, não implica que não nos demos ao trabalho de a aprimorar. Como adoro ovos, independentemente da sua variação culinária, da última vez que me apeteceu a dita, fiz assim: bati os ovos com um pouco de natas frescas e adicionei umas folhinhas de orégãos frescos. Numa frigideira quente, derreti um pouco de manteiga, o suficiente só para os ovos não se colarem. Deitei-lhe os ovos e deixei cozinhar em lume muito brando. Quando começou a cozer por cima, lá a envelopei, com a ajuda de duas espátulas, deixei ganhar um tom dourado e já estava prontinha. Normalmente, nunca adiciono sal aos ovos, quer sejam cozidos, estrelados, mexidos, etc., pois acho que o ovo é tão saboroso que não necessita de sal.

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Lanche de Domingo - Pão de Gengibre e Nozes


Gosto do cheiro do pão a cozer, gosto da manteiga a derreter numa fatia de pão quente. Gosto de levar sempre algo quando vou a casa da família ou amigos. Fiz este pão para a festa de aniversário do meu sobrinho, levei-o ainda quentinho, embrulhado num pano de cozinha...
A inspiração é do livro base da Bimby.
Aqueci 1,3 dl de água, juntamente com 50 grs de açucar, 1 dl de natas frescas e 0,3 dl de leite, até amornar. Depois adicionei 1 pacote de fermento de padeiro seco (Fermipan), 150 grs de manteiga, 1 ovo, sal, noz moscada ralada na altura e 1 colher de sobremesa de gengibre em pó. Bati bem e de seguida fui adicionando 550 grs de farinha de trigo, até obter uma boa massa. No final adicionei as nozes. Deitei numa forma de bolo inglês, forrada com papel vegetal, cobri com película aderente e deixei a levedar dento do micro-ondas (desligado...) durante uma hora. Findo esse tempo foi só levar ao forno, a 200º, por cerca de 40 minutos. Quase no final da cozedura, pincelei com água fria. Delicioso!

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

"Perguntem a Evans" Agatha Christie


Editor: Livros do Brasil

Sinopse: (da Wikipedia...)
"Bobby Jones, filho do vigário de Marchbolt, uma pequena cidade do sul do País de Gales, um dia está jogando golfe com seu amigo, o Dr. Thomas. Quando vão procurar a bolinha que caíra no penhasco, encontram um homem desmaiado. Deduzem que ele caiu devido à neblina. O Dr. Thomas avalia a situação e diz que o homem morrerá em poucos minutos. Enquanto o médico vai buscar ajuda, Bobby fica ao lado do moribundo, que recupera os sentidos por poucos segundos e pergunta: “Por que não pediram a Evans?”. Na tentativa de identificar a pessoa morta, Bobby descobre no seu bolso a fotografia de uma linda mulher."

E assim foi lido mais um livrito de Agatha Christie, que eu acho tão engraçados e uma boa história policial é sempre bem-vinda. Gostei especialmente desta, pois contém muitas reviravoltas e quando começava a suspeitar de algum personagem, logo um novo dado era introduzido e baralhava tudo. 

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

"O Voo do Falcão", Daphne du Maurier


Editor: Círculo de Leitores

Sinopse:
Tudo começou com a velha mendiga assassinada na porta de uma igreja, perto da Via Veneto, em Roma. Armino Fabbio era moço e levava uma vida agradável, se bem que não fosse das mais emocionantes. Trabalhava como guia de turismo, em Roma. Um dia, dá uma esmola exagerada a um velha mendiga que dormia na porta de uma igreja. No dia seguinte, lendo um jornal, descobre que a velha fora assassinada no mesmo local, logo depois de a ter visto. Instintivamente sente que ela morrera porque ele colocara em suas mãos dez mil liras e, inexplicavelmente, liga-a a sua infância de 20 anos atrás, na histórica cidade de Ruffano. Armino inicia então uma viagem à Ruffano do presente, tentando nela encontrar as explicações da Ruffano de 1944, durante a ocupação alemã.


Daphne du Maurier consegue mais uma vez prender-me na leitura dos seus livros. Suspense até ao desenlace final, gostei muito deste livro, apesar de pelo meio me ter sentido um pouco aborrecida, com pormenores enfadonhos que pouco ajudavam à trama que se desenvolvia. O final é o esperado, quando compreendemos quem verdadeiramente é o irmão do personagem principal Armino. Muito bom!

Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Lanche de Domingo - Bolo de limão e iogurte grego


Gosto imenso de limão e tenho a sorte de ter limões bem saborosos no limoeiro. Sumarentos (não sei como, com as escassas vezes que o pobre desgraçado é regado, principalmente este Inverno, que tem estado bem agradável, mas uma chuvazita já dava jeito...), não demasiado ácidos nem demasiado doces, ou seja, no ponto. E gosto de ir lendo aqui e ali, pesquisando e aprendendo. Desta vez cheguei à conclusão do que é um Bundt Cake, pensava que era uma massa especial e chego à conclusão que é a forma, assim às ondinhas, aquela que está arrumada lá no fundo do armário...
Assim para a massa, bati 3 ovos com uma caneca de açucar. Depois fui adicionando meia caneca de óleo, 1 iogurte grego (do qual reservei 1 colher de sopa bem cheia para o glacé), raspa de 1 limão e um pouco de aroma de baunilha. A esta mistura homagénea acrecentei 1 caneca de farinha de trigo, meia caneca de amêndoa moída e 2 colheres de chá de fermento em pó. Depois foi ao forno, 180º chega perfeitamente e coze rápido.
Para o glacé foi só misturar com a ajuda do robot de cozinha 1 caneca de açucar em pó, a colher de sopa de iogurte, 1 colher de sopa de azeite e 2 colheres de sopa de água. (Consoante quiserem a consistência mais líquida podem adicionar água - gota a gota)
Para o limão semi-cristalizado, levei uma panela ao lume com 1/4 de caneca de açucar e 1/2 caneca de água, quando levantou fervura deitei rodelas de limão cortadas muito fininhas e deixer ferver mais 10 minutos. Escorri e depois de arrefecidas decorei o bolo.

A inspiração é de Briar Winters e Shira Bocar para a revista Whole Living de Dezembro 2011.

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

"Leviatã", Paul Auster


Editor: Best Seller

Gosto de contadores de histórias, de contadores de vidas. Por essa razão gosto de ler Paul Auster. 'Leviatã', que li numa tradução brasileira, revela realmente o que aprecio na literatura: vai-se desenvolvendo em espiral, seguindo no entanto uma linha bem trajectada. As personagens vão-se sucedendo, tocadas em pontos comuns o que faz com que a tal linha se vá desenvolvendo numa lógica perfeita. Uma excelente narrativa, que prende o leitor até ao final.

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

Lanche de Domingo - Bolinho simples


Um bolinho simples, para um lanchinho descansado. Na receita original (do livrinho da revista Activa - Os Melhores Doces do Mundo - Bolos de Festa) ainda levava uma cobertura, mas gosto assim do bolo simples, neste caso, acompanhado por doce de tomate, caseiro, claro!
Bati 120 grs de manteiga, com 4 gemas e 125 grs de açucar. Quando ficou em creme, fui adicionando 125 grs de farinha, misturada com 100 grs de amido de milho e 1 colher de chá de fermento em pó, e as 4 claras em castelo. Aromatizei com raspa de 1 limão e uma colher de chá de aroma de baunilha. Levei ao forno pré-aquecido a 180º, cerca de 25 minutos. É um bolo que coze rápido, por isso convém vigiar, senão fica muito seco.
Bati 120

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Sopa de Peixe


Tão boa, tão cheirosa e deliciosa, uma sopinha que conforta e dá energia a rodos!
Primeiro cozi o peixe (pescada, que tinha umas postinhas no congelador) em bastante água, ao qual adicionei caldo de marisco, uma cebola em quartos, um talo de alho francês, uma folha de louro, um pouquinho de malagueta esmagada e um raminho de cheiros - salsa, coentros e tomilho. Depois de cozido, desfiz o peixe e reservei o caldo da cozedura, devidamente coado. Entretanto fiz o estufado com azeite, cenoura em rodelas, alho francês em rodelas, alhos esmagados, tomate e pimento picados. Juntei o caldo, triturei tudo e deixei ferver um pouco, adicionando entretanto massinhas. Quando as massas estavam quase cozidas, juntei o peixe e deixe apurar mais um pouco. Já no prato, polvilhei com pimenta moía da altura.
A inspiração é da Chef Maria Leonor Sousa (Minô) para a revista Sabe Bem Faz Bem!

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Salsichas frescas com lombardo e feijão branco


Ora aqui está um verdadeiro prato de Inverno, que as noites estão tão frias...
Numa panela derreti um pouco de margarina. Adicionei bacon cortado em pedaços e deixei fritar até tostar. Depois adicionei cebola em rodelas e quando estava translúcida, acrescentei alho picado e folhinhas de tomilho fresco. Deixei cozinhar um pouco e juntei-lhe um pouco de vinho branco deixando apurar um pouco. Depois adicionei tomate em pedaços (lata), um caldo de carne, pimenta moída na altura, noz moscada moída na altura e um pouco de malaguetas esmagadas. Deixei reduzir um pouco e juntei-lhe lombardo cortado em juliana grosseiramente e as salsichas frescas inteiras. Tapei e deixei cozinhar bem. Quando as salsichas estavam prontas, retirei-as e cortei-as em pedaços. Voltou tudo à panela, desta vez já com a companhia do feijão branco (lata) e deixei em lume brandinho, a deitar um cheirinho bom...no final acrescentei ainda salsa fresca picada.

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

"Um Amor Imenso", Danielle Steel


Editor: Bertrand Editora

Sinopse:
"No regresso de uma maravilhosa viagem de noivado a bordo do Titanic com os pais e o namorado, Edwina passa, numa noite, de jovem e feliz noiva com uma vida risonha pela frente a mulher que carrega o pesado luto pelos pais e pelo homem que ama, bem como a responsabilidade de criar os cinco irmãos mais novos, deixados órfãos pela catástrofe.
Vergada prematuramente pelo peso do desgosto e das responsabilidades, Edwina nem pensa na hipótese de voltar a apaixonar-se e evita cuidadosamente qualquer envolvimento amoroso durante doze longos anos.
No entanto, à medida que cada um dos irmãos encontra o rumo que o leva ao sucesso e à felicidade para destinos tão vários como Hollywood ou a Europa, Edwina vai começando finalmente a libertar-se do peso opressivo e dos fantasmas que a assombram desde aquela fatídica noite e descobre que a vida pode ser bem mais alegre do que alguma vez imaginou."

Piroso? Talvez. Mas de vez em quando apetece um leitura assim a atirar para o leve, e sim, piroso. E gostei. Penso que o enquadramento histórico da tragédia do Titanic foi um excelente ponto de partida para o romance. Adorei as descrições da época, da sociedade de São Francisco, do modo de vida. E gostei muito da história de amor que se desenvolve. E de como Edwina apenas com 21 anos, toma a cargo a educação dos seus cinco irmãos, prescindindo da viver a sua própria vida e casar-se, como seria de esperar. De coimo os personagens crescem e tomam o seu rumo, de como o amor triunfa.


Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

"O Natal entre blogs"

Aqui está a prenda que recebi da querida S., do blog Diário de Receitas, na troca de Natal promovida pela Vânia.
Muito obrigada, adorei tudo, uma prenda bem docinha. A ver se é desta que me aventuro a fazer bombons! Boas Festas!!

Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Bolsa patchwork

O meu primeiro trabalho em técnica patchwork. Para quem nunca aprendeu a coser, muito menos à máquina, não me saí muito mal. Bolsa para guardar cadernos A5 da menina mais nova, que andam sempre aos trambolhões na mochila e estragam-se com facilidade.

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Bacalhau com batata doce e afins


Gosto imenso de bacalhau, especialmente assim no forno, misturado com outros ingredientes igualmente saborosos e pode ser gratinado, cebolado, azeitado...por aí fora. Infelizmente este não me convenceu, apesar de as meninas terem gostado. Penso que foi por ter a mania de pôr pouco sal na comida, as batatas ficaram muito doces (outro erro, não ir provando à medida da confecção...) e não gostei da mistura de sabores. Em todo o caso aqui fica uma receitinha inspirada na revista Vaqueiro.
Cozi batata doce em água temperada com pouco sal. Depois de cozidas esmigalhei-as com um garfo e dispus num pirex de forno. Por cima coloquei grelos cozidos em água e sal. Depois uma camada de cebolada. Depois bacalhau em lascas (que foi previamente cozido em água com cebola, alho esmagado, louro e margarina). Por último cobri com pão, alho, coentros e amêndoa, tudo triturado. Foi ao forno...Da próxima vez experimentarei com batata normal, de certeza que ficará bem mais saboroso.

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

"Milagre em Nova Iorque", Luanne Rice


Editor: Quinta Essência

Sinopse
"Christy Byrne é um viúvo que ganha a vida a cultivar pinheiros de Natal no Canadá e a vendê-los em Manhattan. Um dia, o impensável acontece. Christy discute com o filho, Danny, de dezasseis anos. A polícia é chamada e, enquanto Christy é algemado, Danny foge. A viúva Catherine Tierney vê a luta, toma Danny sob a sua protecção, e dá-lhe acesso à biblioteca privada onde trabalha.
Passa um ano e Christy regressa a Nova Iorque com a filha de doze anos para vender as suas árvores. Ele e Catherine sentem-se atraídos um pelo outro, mas ela enfrenta um dilema: irá dizer a Christy que sabe onde Danny está e quebrar a confiança do rapaz, ou trair Christy, mantendo o paradeiro do seu filho um segredo? Unidos na sua preocupação partilhada por Danny, Christy e Catherine vão ajudar-se a esquecer os seus passados conturbados e a avançar juntos em direcção ao futuro."
 
Um livro para ler este mês. Um livro para oferecer este mês.
Muito mais do que um Christmas tale, é uma verdadeira história de amor, uma história de crescimento e essencialmente de perdão. O cenário escolhido, ao contrário das paisagens que normalmente caracterizam os livros de Luanne Rice, é a cidade de Nova Iorque...(ai...saudades...), mas não a cidade barulhenta, suja; surge aqui uma cidade mágica, nesta época tão fria e ao mesmo tempo tão acolhedora. Acabou por ser uma leitura reconfortante, mesmo bonita. Um pormenor que gostei foi o facto da autora conjugar a história com as próprias condições atmosféricas. Quase que senti arrepios de frio, mas por outro lado penso que também me cheirou a pinheiro... E não se esqueçam, quando visitarem Nova Iorque, olhem para cima.
Resta-me agradecer à Fernanda e à editora Quinta Essência pela oportunidade desta leitura!!

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Lanche de Domingo - Bolo de cenoura e avelã afogado em chocolate


Este foi o bolo do Figo Lampo  que escolhi para celebrar o aniversário da menina do meio. A cobertura é receita do Acre e Doce.

E ainda fiz outras iguarias para o jantar. Comida de forno que sabe bem nesta época, que possa ser comida só com garfo, já que não cabemos todos à mesa...
Bacalhau com grão, grelos e broa da Joana Roque
Gratinado de couve-flor com bacon da Mariana
Lasanha de carne (a pedido da aniversariante)
Quiche de atum, espinafres e queijo ricota da Gigis

Tarte de ananás e coco da Carla

Tiramisu sem ovo da Babette

Sábado, 3 de Dezembro de 2011

"O Deus das Pequenas Coisas", Arundhati Roy

Editor: Asa


Sinopse:

"O Deus das Pequenas Coisas é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan..
Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
O Deus das Pequenos Coisas é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez."

Uma escrita muito bonita, diria mesmo poética. Arundhati Roy consegue envolver p leitor através das descrições (não só das pequenas coisas) de uma certa Índia das décadas de 60 e 70 do século passado. Consegue transmitir a dicotomia da sociedade indiana, com as suas castas e costumes, que ao mesmo tempo assimila a cultura dos seus ocupantes europeus. Transmite também a rigidez dos seu sistema de castas e dos tabus de uma sociedade ancestral em 'conflito' com as novidades do século XX, principalmente no que diz respeito ao marxismo e à tentativa de um luta de classes. O amor é um sentimento muito forte presente em todo o livro, mas é um amor angustiante, impossível de se concretizar, quer seja o amor dos irmão gémeos, da sua avó ou da sua mãe, que divide este amor pelos seus filhos e por um intocável, sendo ela também já uma marginal, devido ao divórcio do pai dos gémeos. Recomendo muito!

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

"O Natal entre blogs"

A Vânia, do blog Cinco Sentidos na Cozinha está a promover uma engraçada e simbólica troca de Natal, entre blogs que se dedicam à culinária. Inscrevam-se!!

Domingo, 20 de Novembro de 2011

Lanche de Domingo - Bolachas de Cerveja e Cominhos


A inspiração é do livro base da Bimby, mas dá perfeitamente para fazer no modo tradicional.
Assim, misturei 200 grs de manteiga sem sal (à temperatura ambiente) com 1,5 dl de cerveja. Depois de obter um creme fui adicionando 500 grs de farinha, uma pitada de sal e uma colher de sobremesa de cominhos em pó. Ficou uma massa fácil de estender com a ajuda do rolo e cortei as bolachas. Foram ao forno, polvilhadas com açucar, a 180º, por 15 minutos!

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

"O Fim da Inocência", Francisco Salgueiro

Editor: Oficina do Livro
Sinopse:
"Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional. Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas"

Sinceramente, não gostei nada desta leitura. Não foi por me sentir chocada com a história(s), seria preciso ser-se muito naïf para não se saber que de facto tudo isto se passa, entre grupos de adolescentes (felizmente não a maioria). O que não gostei no livro foi a incapacidade do autor nos conseguir transmitir o que realmente ia na alma de Inês, enquanto vivênciava esta estranhíssima experiência para uma jovem, a bem da verdade, totalmente negligenciada pelos pais, mas com acesso a dinheiro mais que suficiente para poder suportar todas as asneiras cometidas. Penso que o autor enveredou pela fácil descrição de cenas de sexo promíscuo, que vende mais, do que pelo caminho de nos transmitir uma triste experiência de vida.

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Pizza doquécover


As sobras por aqui são sempre aproveitadas. Mesmo que à partida soe estranho, esta pizza foi feita com uns restinhos disto e daquilo. Ficou bem saborosa. Assim a massa, estava congelada, pois sobrou de uma outra pizza. Por cima espalhei polpa de tomate simples. Aproveitei um resto de um rolo de carne, esfarelei-a e espalhei. Mais um resto de grelos salteados em alho e azeite. Abri uns ovos, polvilhei com orégãos e reguei ligeiramente com azeite. Foi ao forno e ficou muito boa!

"O Retrato de Rose Madder", de Stephen King

Editor: Círculo de Leitores

Este não será, certamente, o melhor livro de Stephen King. Sinceramente, a certa altura, mais parecia um romance estilo Nora Roberts. Mas mesmo assim,  foi uma leitura que me cativou. E cativou-me mais na sua narrativa real, do que propriamente na sua vertente de fantasia, que sinceramente me aborreceu. Cheio de lugares comuns, e com um simbolismo muito pouco simbólico, acabou por se tornar um pouco enfadonho. Não sendo um verdadeiro livro de terror, estilo que caracteriza o seu autor, não deixa no entanto de se enquadrar num thriller psicológico, tal é a descrição dos personagens feita por Stephen King.
Agora, o verdadeiro arrepio surgiu hoje, depois de finalizada esta história, que versa a violência doméstica. Ao passar na rua, dentro dentro de um carro estava um casal, em acesa discussão. O macho, por entre vários impropérios menos próprios para serem aqui descritos, diz assim: "...e ainda por cima viras-me as costas. Mas quem é que tu pensas que és?". Ui...eu só pensei: "De facto, porque que é que ela não lhe vira já as costas, definitivamente?"

Sábado, 5 de Novembro de 2011

Franguinho com açafrão e ameixa seca na wok


A inspiração é da revista Saúde à Mesa.

Gosto imenso de cozinhar na wok. Muito rápido e saudável, o segredo é manter o lume bem forte. Assim aqueci a wok (em lume forte), deitei um pouco de azeite (outra vantagem é que necessita de pouca gordura) e quando este estava quente adicionei cebola picadinha. Deixei cozinhar um pouco e juntei frango em cubos. Fui mexendo de vez em quando (utilizo duas colheres de pau), quando começou a alourar adicionei um pouco de vinho branco, açafrão em pó, um cubo de caldo de galinha, pimenta moída na altura e ameixas secas descaroçadas. Quando o frango ficou cozinhado, juntei natas de soja, deixei apurar e engrossar um pouco, polvilhei com um pouco de estragão seco e servi!

"A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho", Mário de Carvalho

A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho e outras histórias
de Mário de Carvalho
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 102
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722107754
Coleção: Obras de Mário de Carvalho 

Sinopse:
"O grande Homero às vezes dormitava, garante Horácio. Outros poetas dão-se a uma sesta, de vez em quando, com prejuízo da toada e da eloquência do discurso. Mas, infelizmente, não são apenas os poetas que se deixam dormitar. Os deuses também.
Assim aconteceu uma vez a Clio, musa da História que, enfadada da imensa tapeçaria milenária a seu cargo, repleta de cores cinzentas e coberta de desenhos redundantes e monótonos, deixou descair a cabeça loura e adormeceu por instantes, enquanto os dedos por inércia continuavam a trama. Logo se enlearam dois fios e no desenho se empolou um nó, destoante da lisura do tecido. Amalgamaram-se então as datas de 4 de Junho de 1148 e de 29 de Setembro de 1984.
Os automobilistas que nessa manhã de Setembro entravam em Lisboa pela Avenida Gago Coutinho, direitos ao Areeiro, começaram por apanhar um grande susto, e, por instantes, foi, em toda aquela área, um estridente rumor de motores desmultiplicados, travões aplicados a fundo, e uma sarabanda de buzinas ensurdecedora. Tudo isto de mistura com retinir de metais, relinchos de cavalos e imprecações guturais em alta grita.
É que, nessa ocasião mesma, a tropa do almóada Ibn-el-Muftar, composta de berberes, azenegues e árabes em número para cima de dez mil vinha sorrateira pelo valado, quase à beira do esteiro de rio que ali então desembocava, com o propósito de pôr cerco às muralhas de Lixbuna, um ano atrás assediada e tomada por ordas de nazarenos odiosos."

Um pequeno livrinho de contos, em que Mário de Carvalho nos brinda com a mestria que sabe dar à língua portuguesa. Acabam todos por ter uma vertente humorística, roçando o surrealismo, mas gostei bastante de todos e o que dá título ao livro é uma verdadeira delícia!

Sábado, 29 de Outubro de 2011

Lulas grelhadas com salsichas


A inspiração é da revista Teleculinária.
Depois de limpas as lulas, coloquei lá dentro os tentáculos e uma salsicha. Prendi com um palito, temperei só com sal grosso, e grelhei no grill do forno. As batatas foram cozidas em água temperada com sal, azeite e um pouco de caril em pó. Para o vinagrete, misturei azeite, vinagre balsâmico, coentros frescos picados, alho picado e um pouco de mostarda em pó. Como adoro vinagrete, acabei a refeição a lambuzar-me com pãozinho molhado no molho!

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

"O Regresso do Soldado", Charles Frazier


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Colecção:Romance
Nº págs.: 398
ISBN: 9789724122298




Sinopse:


"Ambientado no período da Guerra Civil Americana, O Regresso do Soldado (Cold Mountain) conta-nos a odisseia de Inman (inspirada na história autêntica de um antepassado do autor), um soldado sulista ferido na batalha de Petersburg, que decide desertar e regressar à Carolina do Norte para aí reencontrar a mulher que ama, Ada, persuadido de que ela o espera. Esta certeza permite-lhe atravessar as paisagens devastadas dos Estados confederados e escapar às perseguições das milícias encarregadas de capturar desertores. Por seu lado, Ada, sozinha após a morte do pai, sobrevive como fazendeira em Cold Mountain, uma pequena aldeia da montanha. Ambos afrontam, antes de se reencontrarem, as transformações de um mundo onde lhes cabe agora viver.




Charles Frazier assina uma magnífica história de amor e um soberbo fresco romanesco em que se exprime um impressionante sentido do detalhe. Foram-lhe precisos cinco anos de pesquisas antes de começar a escrever. Mas o incrível sucesso que o romance obteve nos EUA compensaram-no sobejamente. E Anthony Minghella, o realizador de O Paciente Inglês comprou já os direitos cinematográficos do romance."

Excelente! Prende desde o início. Em primeiro plano, temos uma linda história de amor, que se desenvolve com a distância...e através da história de Ada e Inman, temos o relato de sobrevivência em tempos de guerra, da miséria e da podridão da raça humana, em tempos conturbados. Mas, simultaneamente, passa uma verdadeira mensagem de esperança, de quando o ser humano quer, consegue sobreviver e mesmo melhorar a sua vida. O romance está muito bem estruturado, recorrendo a duas narrativas, as das personagens principais. A acção decorre durante a Guerra da Secessão Americana, e areciei o facto de nos relatar cenas impressionantes desta triste (como todas) guerra, assim como a ilustração das várias classes sociais e etnias. Recomendo!

Domingo, 23 de Outubro de 2011

Lanche de Domingo - Broas de Canela e Erva Doce



Uma broas muito saborosas, ideais para acompanhar um chá, agora que finalmente chegou o Outono (pelo menos por esta semana...)
Só misturei os seguintes ingredientes: 100 grs de farinha de trigo sarraceno, 400 grs de farinha de trigo, 50 grs de mel, 50 grs de melaço de cana, uma pitada de sal, 1 colher de chá de fermento, 2 colheres de sopa de canela, 2 dl de óleo e uma colher de sobremesa de erva-doce em grão. Depois foi só amassar muito bem, formei as broas e levei ao forno por 15 minutos, a 180º!

Sábado, 22 de Outubro de 2011

"Contos Crus", Marco António

Torna-se sempre complicado fazer uma crítica quando conhecemos o autor. Detesto ser agradável sem fundamento, dizer que se gosta só para ser uma pessoa razoavelmente simpática. Mas infelizmente, Marco, vou ser sincera: os teus contos são fenomenais, gostei muito (essencialmente o 'Ódio'). São crus? Eu considero-os reais. A vida tal como ela é, bem descrita...porquê tanta referência ao cristianismo? Só uma curiosidade...Agora quero mais e melhor, e exigência impõe-se. O que melhorar? Uma revisão ortográfica e a próxima edição merece, sem dúvida, uma melhor qualidade!!