
Edições ASA
Sinopse
“Do Vietname ao Líbano, do Cambodja à Eritreia, de El Salvador à Nicarágua, de Angola e Moçambique aos Balcãs e ao Iraque… Depois de trinta anos a tirar fotografias em busca da imagem definitiva, do momento a um só tempo fugaz e eterno que explica tudo, o fotógrafo de guerra André Faulques substituiu a câmara pelos pincéis. Não conseguindo tirar a foto capaz de transmitir o caos do Universo, agora, enquanto tenta compreendê-lo, começa a pintar um grande fresco circular no muro de uma torre de vigia no Mediterrâneo, onde vive sozinho, perturbado pela memória de uma mulher que nunca conseguiu esquecer e pela visita inesperada de um homem que o quer matar. O homem é uma sombra do seu passado, uma das inúmeras faces da guerra com que ele ganhou a vida. Mas o poder da imagem vai muito além da sua existência física e, à medida que o romance avança, a história do artista e do soldado emerge, entrelaçada com uma história de amor condenada e o progresso de uma pintura impregnada de História.
Deslumbrante do início ao fim, O Pintor de Batalhas arrasta o leitor e subjuga-o, através da complexa geometria do caos do século XX: a arte, a ciência, a guerra, o amor, a lucidez e a solidariedade combinam-se no vasto mural de um mundo que agoniza.”
Um livro denso e profundo, vai ao âmago da alma. Foca os horrores de qualquer guerra, mas faz-nos entender mais uma vez, que ela só existe quando é relatada. O que a imagem não capta, não existe, é essa a concepção do mundo moderno. Confronta-nos também com a ténue linha de duas artes: a fotografia e a pintura, será a fotografia menos nobre por captar exactamente o que está perante os nossos olhos ? Não, a alma do fotógrafo está sempre presente. Ao longo do livro e dos diálogos dos personagens (um retratou a guerra, outro viveu-a) vai-se analisando a verdadeira condição humana, não podemos fugir das situações...